se cuida e vai com deus
decepção enorme, frustração é coisa de boiola e fortalecimento de glúteos
uma hora e meia de uber com uma pessoa boa pode mudar a química do seu cérebro e, ontem, foi exatamente isso que me aconteceu.
devastada pero not surpresa, pedi um carro pra voltar pra casa, esperando botar o fone, encostar a cabeça no vidro e fazer meu take de carrie bradshaw triste por alguma bobagem branca dentro do táxi.
antes disso, o motorista me perguntou se eu queria conversar - dada a minha inexistente habilidade de esconder sentimentos através da cara péssima -, e eu disse que não tava bem. que acabava de ser desligada do que, até poucas horas atrás, era meu emprego dos sonhos.
ó, meu amigo, a virada que essa conversa deu… nem nas minhas piores alucinações de tramal eu faria um plot desse.
“fiquei por 30 anos aí… e foi 30 anos de hospital, coração ruim, problema de estômago.”
“nossa, moço. mas não pensou em sair, não?”
“várias vezes. é que a gente só vê o tamanho do problema depois que se livra dele, né?”
eu, uma pessoa que se julga esclarecidíssima, senti meu mundo sacudir no momento em que ele soltou essa frase enquanto pegávamos a marginal pinheiros.
a gente só vê o tamanho do problema depois que se livra dele
conversamos mais um monte e, ao chegar na porta da minha casa, ele apertou minha mão com todo o respeito que eu precisava receber.
“se cuida, viu? vai com deus.”
pode deixar, luiz.
a marretada
você sabia que não gostar de competir não te faz uma pessoa superior?
durante uma sessão de troca de tiros com a minha psicóloga, ela me perguntou como eu lido com frustrações. falei a real.
eu me isolo, questiono minha capacidade, converso comigo mesma me chamando de chorona medrosa, mas depois volto ao normal e, quase sempre, muito melhor que antes.
ela bem assim preparando meu diagnóstico.
e sim, ela me disse o que você já interpretou mesmo não sendo psicólogo(a):
você não quer competir porque odeia perder, amore.
side quests pra não virar a doidinha do centro
como fica a cabeça de quem só trabalha e preenche a rotina com ifood e rolagem de reels? sei lá, mas deve ser desesperador.
as side quests são coisas que você faz paralelamente, sabe? depois ou antes do trabalho, no restinho do domingo ou até mesmo de madrugada. e são elas que te salvam de um colapso mental quando tudo dá errado, me escuta que eu tô certa.
atualmente, minhas side quests favoritas são:
estudo de ilustração: um amor antigo e vivíssimo na minha cabeça
crochê e tricô: produzir coisas bonitas com as próprias mãos parece um sonho
ioga levada à sério: com meditação, total compreensão corporal e muitos erros
desengavetamento dos meus romances autorais: são mais de 10.
“ah, minha side quest é academia”
iiiih, chegou o cara que considera atividade física como hobby, iiiiiiiih
falando aqui como (ex) profissional de educação física, não tem como uma atividade, repetitiva e familiar pro seu sistema motor, desafiar a sua cabeça.
não
tem
como
então, trate de dar uma pesquisada nesse HD mofado que tá no seu cérebro pra encontrar uma atividade que mexa com outras partes além do glúteo.
mas aqui, eu te bato e te beijo
por isso, fique com a lista de alguns seres de luz que ensinam coisas incríveis pelo youtube:
do iniciante ao avançado, esse cara é o melhor professor de crochê que existe (depois da minha mãe)
um compilado de aula de desenho básico, tão simples que você vai achar que já sabia
21 dias de yoga com a Pri Leite pro seu corpo entender que existe mais coisa além da smart fit
pronto, mais fácil que isso, só se eu for aí fazer por você
abraços de longe.




Rodo y rodo feito peão da casa própria e volto aqui pra descobrir que dividir o mesmo neurônio com vc é motivo de felicidade. Se cuida e fica com Deus!